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Escrito por vovó Vicki   
Qui, 07.12.2006 18:20

Meu nome é Viktoria Tkotz. Sou médica, formada em 1974 pela Escola Paulista de Medicina, hoje Universidade Federal de São Paulo, na cidade de São Paulo, Brasil. Nasci em Cambé, Paraná, Brasil, descendente de alemães procedentes de Danzig (hoje Gdansk, Polônia), pioneiros que chegaram para desbravar o Norte do Paraná em 1932. Atualmente na quinta geração, nossa família continua morando e trabalhando em Cambé e, juntamente com outros pioneiros, somos conhecidos como "pés vermelhos" (basta andar descalço na nossa terra roxa para entender porque).

Sempre me interessei por línguas, tanto as atuais quanto as antigas. Falo fluentemente ou arranho alguns dos idiomas atuais e há alguns anos dedico-me ao Kanji (escrita chinesa e japonesa) e ao estudo das peculiaridades da origem e da evolução das inúmeras línguas existentes no nosso planeta. Interessam-me sobremaneira as expressões idiomáticas e a origem das palavras, indicativas do temperamento e da personalidade dos mais diversos grupamentos humanos.

A criptologia não está longe da língua falada e escrita. Dedico-me a este tema há alguns anos como pesquisadora independente, mas foi somente em 2002 que resolvi publicar alguns textos sobre o assunto na Internet. O interesse demonstrado foi surpreendente desde o início da publicação, motivo pelo qual até hoje continuo ampliando a seção de criptologia do meu site, a Aldeia Numaboa.

Em maio de 2005 publiquei o livro Criptografia - Segredos Embalados para Viagem pela Novatec Editora (ISBN 85-7522-071-3) e sinto-me honrada pela excelente aceitação atestada pela vendagem e pelos inúmeros contatos que meus leitores fizeram e continuam fazendo.

Atualmente é praticamente impossível dissociar a criptologia da informática, outro assunto pelo qual tenho grande interesse e que faz parte do meu trabalho atualmente. Meu interesse e dedicação à informática são muito antigos - cheguei a "brigar" com cartões perfurados num enorme computador na época de faculdade. Naquele tempo o termo informática não existia (usávamos o termo cibernética), o PC estava para ser inventado, rede só era usada para dormir ou para pescar, telefone era aparelho de luxo, não existiam relógios digitais, as calculadoras eram mecânicas e por aí vai. Esta era a panorâmica dos anos 70.

Quando apareceu o primeiro computador pessoal no Brasil, fui uma das primeiras a adquirir um. A máquina, uma caixinha com um teclado chiclete que usava uma TV comum como monitor, tinha um processador de 8 bits e possuía incríveis 1 Kb de memória (é isso mesmo, inteiros 1024 bytes de memória!). Era um Sinclair, nome do engenheiro inglês que o construíu e comercializou.

Infelizmente não tenho mais este Sinclair porque, depois de alguns meses de experiências, desmontei o brinquedinho para ver como era feito e resolvi montar minhas próprias máquinas. Meus computadores não ganharam nomes (eram todos pagãos), mas funcionavam muito bem e tinham muito mais memória Ato contínuo resolvi aprender Basic e Assembly, as únicas linguagens disponíveis na época para os mortais comuns. A programação era literalmente feita "na unha" e eu digitava os valores hexa dos opcodes!

A descrição parece ser a de uma época jurássica, mas corresponde ao início da explosão da tecnologia digital. Esta atividade, inicialmente encarada como hobby, foi e continua sendo muito divertida. Então, pensei cá comigo, porque não publicar na Internet e dividir tudo com todos numa boa?

Com o tempo, o site Aldeia Numaboa tornou-se um projeto pessoal de cidadania embasado na filosofia da informação livre para todos. Escrevi e vou continuar escrevendo a grande maioria dos textos, o que significa que, os assinados por mim, são de minha inteira responsabilidade. Além disto, a Aldeia é um espaço aberto para colaboradores - se você tiver interesse em publicar algum artigo, basta entrar em contato - e aproveito a oportunidade para agradecer a todos os "numaboetas" de carteirinha que já contribuíram com seu trabalho e ajudaram a carregar a bandeira da informação livre. A Aldeia Numaboa está no ar desde 1998 sem veicular nenhum tipo de propaganda (e deve continuar assim), não tem fins lucrativos e apoia integralmente qualquer movimento ou projeto que se enquadre na sua filosofia básica: liberdade de expressão, imprensa livre, software livre, software de código aberto, etc e tal.

Os tutoriais, textos e artigos sobre o mundo da informática, linguagens de programação, sistemas operacionais e de rede (incluindo-se aí a Internet) são produto de mais de 25 anos de pesquisas e estudos. Baseiam-se na minha experiência pessoal e nas informações acumuladas através da leitura de muito material especializado. Estes trabalhos são anteriores aos textos sobre criptologia mas, sem dúvida alguma, se complementam. Criptologia, Informática e Comunicação são assuntos importantes no contexto atual. Como devem ser tratados com seriedade extrema, as fontes de referência são de importância vital. Foram escolhidas com o devido cuidado e, quando utilizadas, sempre acompanham o texto correspondente.

Aproveitando o embalo deste abautimí e também porque esta pergunta já me foi feita um sem número de vezes, quero explicar porque assino meu trabalho com vovó Vicki. É que tenho cinco netos (nem preciso dizer que são umas gracinhas e meus amores) e a criançada fica feliz quando vê o nome da vó em páginas da Internet...

Bão, pessoal, é isto aí. Esta é a vovó Vicki e, como sempre

A todos um grande abraço da

Última atualização ( Dom, 12.08.2007 17:55 )
 

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