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Na Aldeia

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Almanaque da Aldeia

Moro numa fazenda e há muitos anos observo o que acontece à minha volta: plantas, pássaros, répteis, cobras e por aí vai. Para entender como todos os seres vivos que me rodeiam conseguem conviver em harmonia, decidi estudar um pouco os hábitos e necessidades de cada um. Sei que é impossível conhecer em detalhes tudo e todos que compõem meu ecossistema, mas é espantoso como, com um pouquinho de conhecimento, fica fácil entender certas dependências e respeitar a ordem natural das coisas.

Aqui você encontra algumas das minhas opiniões (abertas para serem discutidas) e algumas informações sobre movimentos ecológicos que, de alguma forma, mudam atitudes e contribuem para que possamos viver num mundo melhor e mais equilibrado.



Existe ecologia de céu? PDF Imprimir Indique esta página
Escrito por vovó Vicki   
Dom, 28.02.2010 16:02

Quando fico matutando sobre o meu ecossistema, algumas idéias e perguntas malucas passam pela minha cabeça. Uma delas é a seguinte: existe ecologia de céu?

O céu do qual estou falando não é o paraíso, para onde todos querem ir depois da morte. Estou falando do céu mesmo, do firmamento. Plagiando a "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias, posso dizer que:

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Minha terra tem pinheiros,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

O meu céu tem mais estrelas...

 

Como moro na roça, o meu céu realmente tem mais estrelas! As luzes, e principalmente o "bafo" das cidades, transformam o céu numa imagem embaçada muito distante da que realmente teríamos direito de ver. Tanto é que a maioria dos habitantes das grandes cidades já não se dá ao trabalho de olhar para cima à procura da beleza de uma Lua cheia, do brilho excepcional de algumas estrelas ou para procurar a direção Sul guiados pelo Cruzeiro do Sul. As crianças não sabem mais o que são as Três Marias e a lenda que diz que apontar para elas causa verrugas no dedo que aponta está mais do que esquecida. Uma pena... na minha modesta opinião, uma grande perda cultural e, por que não, uma grande perda ecológica. Se não conseguimos mais fazer contato com a natureza, com coisas tão simples e imutáveis (pelo menos durante nossa curta existência) como um céu estrelado, estamos nos desgarrando dos valores essenciais. Passamos a usar palavras vazias para justificar uma preocupação ecológica sem sentido por que já não fazemos mais parte do jogo - não é que tenhamos sido expulsos, nós é que nos excluímos!

Não sou especialista em astronomia, mas adoro olhar em todas as direções: para cima, para baixo e para os lados. O olhar para cima faz parte do meu ritual de todas as noites - já que preciso fazer o rodízio dos meus cães, aproveito a oportunidade para ver se ainda consigo achar as Três Marias. Quando o tempo está nublado, não é possível, mas quando o céu se mostra em toda a sua plenitude, encontro as três juntinhas como sempre e me sinto confortada por uma sensação de paz e segurança. Nosso mundo pode estar muito doido, mas as Três Marias ainda estão no mesmo lugar. Êta coisa boa!

Já que falei tanto nas Três Marias, você sabe o nome de cada uma delas? Não é Maria das Graças ou Maria de Lourdes. Elas se chamam Mintaka, Alnilan e Alnitaka. Dá pra acreditar? Não tenho a mínima ideia de quem inventou estes nomes, só sei que são difíceis pra caramba de memorizar. Em todo caso, estas bonitinhas fazem parte da Constelação de Orion, o caçador, e continuo usando os nomes que dei para elas quando as observo andando no terreiro: Maria I, Maria II e Maria III sem graca

Atualização Dom, 28.02.2010 17:32
 
O ataque dos ácaros PDF Imprimir Indique esta página
(9 votos, média 3.8 de 5)
Escrito por vovó Vicki   
Dom, 19.04.2009 15:54

No meu ecossistema também existem alguns seres vivos que são classificados como pragas. Formigas que detonam o jardim e o pomar e pulgões que insistem em buscar alimento na minha horta. Isto sem falar dos cupins que constroem suas casas, verdadeiras torres de concreto escondidas entre o milho e a soja, que por mais de uma vez quebraram o dispositivo de corte das colheitadeiras. Até aí, nada de novo, até que... os ácaros resolveram atacar!

Atualização Qui, 28.01.2010 13:13
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Fósseis do Pernalonga e do Pato Donald? PDF Imprimir Indique esta página
(5 votos, média 4.4 de 5)
Escrito por vovó Vicki   
Qui, 25.12.2008 23:00

Será que existem fósseis dos personagens de desenhos animados? É claro que não, mas a idéia é genial! Tanto é que o Museu de História Natural da Basiléia, Suíça, montou uma exposição com este tema que foi o maior sucesso.

Atualização Qua, 06.01.2010 18:30
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O tiê-sangue voltou PDF Imprimir Indique esta página
(89 votos, média 4.3 de 5)
Escrito por vovó Vicki   
Sex, 05.09.2008 20:58

Hoje foi um dia especial. Tinha acabado de almoçar e olhava para fora curtindo minha maré alcalina quando vi um casal de bem-te-vis dando a maior coça num anu-branco em pleno vôo. Ainda estava pensando no que o anu poderia ter aprontado para ser tão escorraçado quando vi um passarinho de um vermelho muito intenso pousar num galho perto da varanda onde eu estava. Quase não pude acreditar no que tinha diante dos meus olhos: o tiê-sangue havia voltado!

Atualização Ter, 16.02.2010 11:10
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Trombada ecológica PDF Imprimir Indique esta página
(3 votos, média 3.7 de 5)
Escrito por vovó Vicki   
Seg, 04.08.2008 21:58

Dando vazão à minha "febre ecológica", vou contar mais um "causo". Desta vez é sobre um gavião que, pelo seu tamanho, é chamado por estas bandas de gaviãozinho. Antes de falar sobre a distribuição geográfica, características da espécie, hábitos e classificação científica, vamos ao tal "causo" sorriso

Atualização Ter, 16.02.2010 11:58
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Alarme 24 hs grátis PDF Imprimir Indique esta página
(5 votos, média 5.0 de 5)
Escrito por vovó Vicki   
Dom, 03.08.2008 15:43

Um dos pássaros mais barulhentos e encrenqueiros que temos por aqui são os quero-quero. Tem gente que não gosta deles (principalmente caçadores e pescadores clandestinos) porque, seja de dia ou seja à noite, qualquer coisinha diferente que aconteça no território delas faz com que estas aves soltem seus pios estridentes que podem ser ouvidos de longe.

 

Atualização Ter, 16.02.2010 10:43
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Sobre as aves PDF Imprimir Indique esta página
(51 votos, média 3.9 de 5)
Escrito por vovó Vicki   
Sáb, 02.08.2008 00:00

Meu ecossistema tem uma variedade muito grande de aves que proporcionam uma rica convivência e experiências belíssimas, impensáveis para quem mora nas grandes cidades. Só para citar algumas, temos bem-te-vi, sebinho, anu branco e anu preto, garcinha branca, tiziu, joão-de-barro, pica-pau, gaviãozinho, caracará, quero-quero, beija-flor, sabiá, urubu, tesourinha, alma-de-gato, sanhaço, curruíra, gralha, coruja, perdiz e até urutau. Isto sem falar em galinha, galinha d'angola, pardal e uma quantidade exagerada de pombas e amargosas.

Aos poucos vou contar um pouco sobre o que aprendi com cada uma delas, mas antes quero falar sobre algumas particularidades comuns a todas as aves. Este é apenas um resumo do que encontrei quando me fiz a pergunta: afinal de contas, o que é uma ave?

Atualização Ter, 16.02.2010 11:31
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Baratas e Ecologia PDF Imprimir Indique esta página
(26 votos, média 3.7 de 5)
Escrito por vovó Vicki   
Qua, 30.07.2008 00:00

A ecologia sempre foi para mim um negócio muito complicado. Por exemplo, matar barata é anti-ecológico? Se não for, as baratas não fazem parte do meu ecossistema; se for, então é uma agressão ao meio ambiente. Preciso confessar que detesto baratas e que fico nesta incômoda situação de ter que definir se sou ou não uma agressora do meu ecossistema domiciliar quando dou uma chinelada numa barata que resolve passear na minha casa à procura de alimento.

Atualização Ter, 16.02.2010 11:18
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Urutau PDF Imprimir Indique esta página
(410 votos, média 4.9 de 5)
Escrito por vovó Vicki   
Sex, 15.04.2005 06:49

O urutau (Nyctibius griseus), pássaro que em tupi-guarani significa ave-fantasma, durante o dia permanece totalmente imóvel sobre um tronco, um galho ou um mourão de cerca. À noite, faz ecoar um canto melancólico, parecido com um lamento humano.

Atualização Sex, 15.01.2010 21:16
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