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26 junho

Minha amada imortal

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O filme com esse título (baseado na história do gênio Beethoven e sua paixão recolhida) sugere que o músico morreu ressentido com a mulher que amava que, por sua vez, casou com o irmão do seu amado também por ressentimento. E todo o ressentimento que destrói a vida dos dois, segundo a história do filme, acontece por causa de uma carta do compositor que nunca chegou às mãos da amada. Eita, como é complicada essa coisa de comunicação entre pessoas, e que mais complicada fica entre pessoas apaixonadas. Gente tem muita dificuldade de entender gente. Deve ser porque gente só tem cinco sentidos para recolher informações de todo o universo, e precisa usar deles também para transmitir informações sobre seu universo interior… ah, fugi do assunto, sobre isso aqui eu já falei outra hora.

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19 junho

Casa alugada

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Então veja. Mudei para um apê alugado. Quitinete, o quarto também é a sala e a cozinha. Os móveis que tem aqui já estavam pedindo água. Botei a mão na massa (literalmente, massa para madeira, tinta, lixa) e reformei eu mesmo o que pude para me dar de presente um ambiente gostoso de morar. Esforço e investimento de tempo e financeiro em cima de coisas que não são minhas e que tão logo eu saia daqui vou deixar pra trás. E valeu?

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11 junho

Afogando as mágoas

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Eu nem lembro quantos anos ainda tinha, mas era bem piá. E a gente tava numa canoa, com um professor acompanhando, mas a gurizada deu a louca e resolveu virar o barquinho pra zoar. Todo mundo foi pra água, gritando e festando. Eu não, porque não fui a favor da zoeira, não sabia nadar direito e a lagoa tinha lá uns três metros de profundidade. Mas me virei, sabia manter a cabeça pra fora d’água. Por pouco tempo, até que um dos guris, que não sabia nadar, desesperado se jogou em cima de mim, subiu por sobre os meus ombros pra tentar se salvar, e eu só lembro de estar engolindo água de repente, impotente diante do susto, vendo a superfície luminosa do lago ficando cada vez mais longe lá pra cima, desespero total.

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22 maio

O bandido das enchentes

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O nome do empresário Ismael Ratzkob, de Rio Negrinho, apareceu anteontem quase tantas vezes nos jornais quanto o nome do deputado Carli Filho que dirigindo bêbado e sem carteira após mais de 30 multas e 130 pontos na habilitação foi o responsável pela morte de dois rapazes em Curitiba em um acidente de carro. Mas o crime do pequeno empresário de Rio Negrinho não tem nada a ver com ameaçar vidas, foi o de vender roupas e alimentos que, segundo diz a caçadora de “verdades” – a imprensa, foram desviados da prefeitura de Ilhota, das doações feitas às vítimas da enchente de Santa Catarina no ano passado. Olha bem, não quero dar uma de “advogado do diabo”, mas antes de ficar indignado com o coitado que foi preso, convém saber algumas coisas.

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