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| 12. Propriedades da Equivocação |
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| Criptografia Numaboa - Papers | |||||
| Escrito por Shannon | |||||
| Sex, 30.11.2007 08:22 | |||||
Parte II - Secretismo Teórico12. Propriedades da EquivocaçãoA equivocação possui várias propriedades interessantes, a maioria das quais se encaixa na nossa figura intuitiva de como um valor deste tipo deveria se comportar. Primeiro vamos mostrar que a equivocação da chave ou de uma parte fixa da mensagem diminui quando mais material cifrado é interceptado. TEOREMA 7
A qualificação relativa a A letras no segundo resultado do teorema é tal de modo que a equivocação será calculada de acordo com a quantidade de mensagem que foi interceptada. Se for, a equivocação da mensagem (isto usualmente ocorre) aumenta por um tempo devido meramente ao fato de que mais letras fornecem um espaço possível maior de mensagens. Os resultados do teorema são o que se poderia esperar de um bom índice de segredo porque dificilmente esperamos estar numa situação pior depois de interceptar material adicional. O fato de poderem ser provados é uma justificativa adicional para se usar a medida da equivocação. Os resultados deste teorema são uma consequência de certas propriedades da entropia condicional provada na MTC. Portanto, para demonstrar a primeira ou a segunda declaração do Teorema 7, temos para qualquer chance os eventos A e B H(B)> HA(B) Se identificarmos B com a chave (conhecendo as primeiras S letras do HE(M)<HE(K,M) = HE(K)+HE,K(M) e do fato de que HE,K(M) = 0 uma vez que K e E determinam uma M única. Como a mensagem e a chave são escolhidas de forma independente, temos: H(M,K) = H(M) + H(K) Além disto H(M,K) = H(E,K) = H(E) + HE(K) sendo a primeira igualdade resultante do fato de que o conhecimento de M e K ou de E e K é equivalente ao conhecimento de todos os três. Combinando os dois obtemos a fórmula para a equivocação da chave: HE(K) = H(M) + H(K) - H(E) Em particular, se H(M) = H(E) então a equivocação da chave, HE(K), é igual à incerteza a priori da chave, H(K). Isto ocorre em sistemas perfeitos descritos acima. A fórmula para a equivocação da mensagem pode ser encontrada de forma parecida. Temos H(M,E) = H(E) + HE(M) = H(M) + HM(E) HE(M) = H(M) + HM(E) - H(E) Se temos um sistema de produto S = TR, é de se esperar que o segundo processo de cifragem diminuirá a equivocação da mensagem. Que isto é realmente verdade pode ser demonstrado como a seguir: Deixe M, E1, E2 serem a mensagem e a primeira e segunda cifragens respectivamente. Então PE1E2(M) = PE1(M) Consequentemente HE1E2(M) = HE1(M) Como, para quaisquer variáveis de chance x, y, z, Hxy(z)<Hy(z), temos o resultado desejado, HE2(M) > HE1(M). TEOREMA 8
Suponha agora que temos um sistema T que pode ser expresso como uma soma ponderada de vários sistemas R, S, ..., U T = p1R + p2S + ... + pmU Σpi = 1 e que os sistemas R, S, ..., U têm equivocações H1, H2, H3, ..., Hm. TEOREMA 9
O limite superior é obtido, por exemplo, em sistemas fortemente ideais (que serão descritos mais tarde) onde a decomposição é feita em transformações simples do sistema. O limite inferior é obtido se todos os sistemas R, S, ..., U vão para espaços de criptogramas completamente diferentes. Este teorema também é provado pelas desigualdades gerais que governam a equivocação, HA(B) < H(B) < H(A) + HA(B) Identificamos A com um determinado sistema que esteja sendo usado e B com a chave ou a mensagem. Existe um teorema semelhante para as somas ponderadas de linguagens. Neste, identificamos A com um determinado idioma. TEOREMA 10
A redundância total DN para N letras da mensagem é definida por DN = log G - H(M) onde G é o número total de mensagens de comprimento N e H(M) é a incerteza de escolher uma delas. Em sistemas de secretismo onde o número total de criptogramas possíveis é igual ao número de mensagens possíveis de comprimento N, H(E) < log G. Consequentemente,
HE(K) < H(K) + H(M) - H(E)
> H(K) - [ log G - H(M)]
portanto H(K) - HE(K) < DN Isto mostra que, em sistemas fechados, por exemplo, a diminuição da equivocação da chave depois de N letras foi interceptada e não é maior do que a redundância de N letras do idioma. Nestes sistemas, que compreendem a maior parte das cifras, é apenas a existência da redundância nas mensagens originais que possibilita uma solução. Suponha agora que temos um sistema puro. Deixe que classes diferentes de resíduos de mensagens sejam C1, C2, C3, ..., Cr e que o conjunto correspondente de classes de resíduos de criptogramas seja C'1, C'2, C'3, ..., C'r. A probablidade de cada E em C1 é a mesma: P(E) = P(Ci) / φi onde E é um membro de Ci onde φi é o número de diferentes mensagens em Ci. Portanto, temos H(E) = - Σi φi ( P(Ci) / φi ) log ( P(Ci) / φi ) H(E) = - Σi P(Ci) log ( P(Ci) / φi ) Substituindo na nossa equação HE(K) obtemos: TEOREMA 11
Este resultado pode ser usado para calcular HE(K) em certos casos de interesse. Tradução vovó Vicki |
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| Atualização Ter, 03.06.2008 17:08 |