Classificação de Algoritmos Esteganográficos
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| Classificação das cifras |
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| Escrito por vovó Vicki | ||||
| Seg, 29.08.2005 15:07 | ||||
Página 1 de 2 Muitas vezes as palavras cifra e código são usadas como sinônimos. Mas isto não é correto. Uma cifra é um método de se obter um criptograma tratando os caracteres do texto claro como unidades da cifragem. Geralmente os caracteres são tratados um a um e, excepcionalmente, em grupos de dois ou três. Um código é um método de se obter um criptograma tratando palavras ou conjuntos de palavras do texto claro como unidades da cifragem. Neste caso, o número de substitutos pode chegar a alguns milhares e costumam ser listados em dicionários, conhecidos como nomenclaturas. Critérios para a classificação das cifrasAs cifras, de acordo com a sua funcionalidade, podem ser classificadas em categorias. Estas, por sua vez, podem ser divididas em grupos. Conhecendo o funcionamento de uma cifra de um determinado grupo, este conhecimento pode ser aplicado a outras do mesmo grupo. Existem duas grandes categorias: as cifras de substituição e as cifras de transposição. A diferença fundamental entre estes dois métodos é que, na substituição, o valor nomimal ou convencional dos caracteres do texto original é mudado, sem que sua posição dentro do texto seja mudada; na transposição, apenas a posição dos caracteres do texto original é mudada, sem qualquer alteração no seu valor nomimal. Como os métodos de encriptação são radicalmente diferentes, os princípios envolvidos na criptoanálise das duas categorias também são fundamentalmente diferentes. Existem inúmeras classificações para as chamadas cifras clássicas. Cada autor usa conceitos diferentes e, o que é pior, uma terminologia diferente. Como resultado, a classificação das cifras clássicas, que não deveria ser complicada, se transformou numa Babilônia. Se com as cifras clássicas já há discrepâncias, imagine com as cifras atuais! Em relação a estas cifras, também denominadas algoritmos criptográficos, não existe consenso. Este assunto é tão polêmico que até se transformou em tema de teses de doutorado... As cifras clássicasA seguir, um organograma simplificado da Criptologia mostrando a posição das cifras clássicas: ![]() Organograma simplificado Na minha opinião (que me desculpem os demais autores), existem três elementos fundamentais que precisam ser avaliados para classificar uma cifra:
Se não houver o elemento 2 (o cifrante), podemos colocar a cifra na categoria das transposições. Se os três elementos estiverem presentes, a cifra estará na categoria das substituições. Esta é a primeira "peneirada" As cifras de substituiçãoQuando os caracteres do texto claro são tratados um a um, sendo substituídos por apenas um símbolo diferente (um -> um), trata-se de uma substituição monogrâmica (mono = um e grama = caracter). Neste caso, o comprimento do texto original e o comprimento do texto cifrado são iguais. Além disso, o cifrante possui o mesmo número de símbolos e caracteres que o alfabeto utilizado para escrever o texto claro, pois para cada símbolo do texto claro existe um símbolo cifrante. Ainda neste caso, se for usado apenas um cifrante, diz-se que a substituição é monoalfabética; se for usado mais de um cifrante, ela é dita polialfabética. Tendo analisado os três elementos fundamentais da classificação, obtém-se os seguintes grupos:
Quando os caracteres do texto claro são tratados em grupos de mais de uma letra e estes grupos são substituídos pelo mesmo número de caracteres cifrados (vários -> vários), considera-se a substituição como poligrâmica. Se o grupo for de duas letras, ela será digrâmica (dois -> dois); se for de três letras, ela será trigrâmica (três -> três) e assim por diante. Neste caso, o comprimento do texto claro e do texto cifrado também será igual porque cada grupo de caracteres é substituído por outro com o mesmo número de caracteres. Quanto ao número de cifrantes, novamente, a substituição pode ser mono- ou polialfabética e os grupos obtidos podem ser:
Quando os caracteres do texto claro são tratados um a um e substituídos por mais de um caracter (um -> vários), a cifra é chamada de tomogrâmica ou tomográfica. Tomo vem do Grego e significa cortar, ou seja, um caracter é "cortado" em dois ou mais. Neste caso, o comprimento do texto cifrado é maior do que o do texto claro. Como em todos os casos, dependendo do número de cifrantes, este tipo de substituição pode ser mono- ou polialfabérica e os grupos seriam:
Quando cada um dos caracteres do texto claro pode ser substituído por um caracter de um conjunto de caracteres possíveis (um -> um de vários), a cifra é chamada de homofônica. Homofônica vem do Grego, onde homo significa igual e fonos significa som, ou seja, há vários caracteres cifrados que substituem o mesmo som (ou caracter original). A denominação deste tipo de cifra deveria ser substituição monogrâmica homofônica e também, teoricamente, poderia ser mono- ou polialfabética. Na criptologia clássica só existem cifras homofônicas monoalfabéticas, onde o cifrante possui um número maior de caracteres do que o alfabeto utilizado na mensagem clara. |
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| Atualização Sáb, 24.01.2009 13:01 |