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Guerras e Criptografia PDF Imprimir Indique esta página
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Escrito por vovó Vicki   
Ter, 20.02.2007 14:58

O ser humano e as disputas formam um binômio interessante. Ao mesmo tempo em que os seres humanos têm como característica viver em grupos, individualmente disputam posição social, fama, poder e riqueza. É fácil perceber que, num grupo, sempre haverá líderes e liderados, e que, fatalmente, se as necessidades de disputa não forem canalizadas de alguma forma, os liderados acabam desafiando a liderança. Desta forma, os grupos que têm por hábito realizar disputas intelectuais ou esportivas, tendem a se manter estáveis por mais tempo. Da mesma maneira, disputas entre grupos acabam tendo o mesmo efeito. Isto explica as escaladas de rivalidade e as guerras? Talvez sim.

Também é próprio do ser humano tomar posse de terras e da água. Inicialmente estas "propriedades" significavam a própria sobrevivência e restringiam-se às necessidades do grupo. Com o transcorrer do tempo, passaram a significar poder e a expansão territorial tornou-se não só uma "necessidade" como uma realidade. A necessidade de defender domínios armou o homem, a vontade de expandi-los também. A supremacia dos grupos passou a ser medida pela força e pela quantidade e qualidade das suas armas. A força dependia basicamente de uma boa alimentação, a quantidade de armas dependia de bons artesãos e a qualidade dependia da atividade intelectual de alguns dos membros do grupo. A propriedade intelectual, portanto, passou a ser um bem precioso a ser guardado e mantido em sigilo.

O sigilo

Da mesma forma que surgiu a necessidade do sigilo, apareceu a espionagem - a assim chamada inteligência. A dualidade sigilo-espionagem incorporou-se na vida dos povos e adquiriu um valor surpreendente, pois inteligência significa vitória e vitória significa poder. Fecha-se o ciclo.

A criptologia é a prova mais antiga e a mais duradoura das atividades da inteligência. Todos os povos, em todos os tempos, fizeram uso da criptologia: criptografia para manter segredos e criptoanálise para espioná-los. A criptologia marcou presença em todas as civilizações, em todos os cantos do planeta, apareceu em todos os tipos de escrita, permeou todas as atividades e sobrevive até hoje. Encontra-se a criptologia em atividades políticas, contatos diplomáticos, comunicações militares, produções científicas e artísticas, atividades comerciais, industriais, financeiras. Em tempos de paz, a criptologia beneficia praticamente todas as formas de atividade humana. Em tempos de guerra, por incrível que pareça, passou a ser o fator decisivo.

Prova de fogo

As guerras costumam a funcionar como "vitamina" criptológica. Batalhões de combatentes incógnitos, em épocas de guerra os criptoanalistas costumam trabalhar sob intensa pressão para quebrar o sigilo de informações inimigas. Ao mesmo tempo, criptógrafos também são submetidos a uma intensa jornada de trabalho para garantir o sigilo das comunicações. Em cada guerra travam-se batalhas criptológicas silenciosas que, muitas vezes, acabam decidindo o desfecho da mesma.

Nenhuma guerra se justifica mas, como estamos analisando a criptologia, não podemos ignorá-las. As guerras são a prova de fogo de sistemas criptológicos e de novas tecnologias. Conhecendo os erros cometidos, será possível evitá-los no futuro; analisando os sucessos, será possível transformá-los em benefícios para os tempos de paz.

Aqui na Aldeia (da paz)

Aqui na Aldeia Numaboa você encontra alguns textos de apoio para as suas pesquisas criptológicas. A história dos eventos bélicos estão na Escolinha da Aldeia: procure na História das Guerras.

Atualização Qui, 03.04.2008 14:20