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Nomes e Expressões indígenas

Aqui, a expressão do "Oipoque ao Chuí", que são palavras indígenas, cai perfeita, pois, de um extremo a outro do Brasil, os nomes de lugares, rios, serras, etc, são indígenas em sua maioria, a começar pelos nomes dos Estados. Aparentemente, a influência foi maior na toponímia.

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Abaçaí

ABAÇAÍ - Gênio maléfico, gigantesco, que tornava possessos os índios.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Abacaxi

ABACAXI - Interessante que, embora o abacaxi e o ananás possam ser tipos diferentes de uma mesma fruta, prevaleceu (pelo menos no sul) o nome abacaxi, que não é comum na literatura do Brasil colonial. Comum é "ananá". Mesmo assim, foi traduzido como de origem tupi com o significado de "fruta recendente", ou que cheira, de yá, ou ywa, fruta, e katy, que recende, mas esse nome pode ter vindo da América Central, embora a fruta (ananá) fosse comum no Brasil.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Abapuru

ABAPURU - Pintura de Tarsila do Amaral, de 1928, com a qual iniciou sua fase chamada "antropofágica" por ter escolhido o nome indígena abapuru, antropófago.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Abati

ABATI - É o nome que os índios davam ao milho, nativo da América, se traduz por "cabelo branco". Auá-ti – De acordo com Gilberto Freire, do "milho, preparavam as cunhãs (mulheres indígenas), além da farinha (abatiuí), hoje usada no preparo de vários bolos, a acaijic, que sob o nome de canjica tornou-se um dos grandes pratos nacionais do Brasil, a pamuna - hoje pamonha - envolvida, depois de pronta, na própria palha do milho, a pipoca que, segundo Theodoro Sampaio, quer dizer 'epiderme estalada', e ainda uma bebida fermentada, o abati-i".


A tradução pode ser "cabelo branco", de auá – cabelo, e tinga, branco, mas Couto de Magalhães traduz como "fruta de cabelo na ponta", de á, fruta, auá, cabelo, e tin, na ponta. Quem conhece o milho novo, no pé, sabe como o nome é apropriado.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Acablocar

ACABOCLAR – Tornar caboclo, acaboclar-se, de caá-boc. Tomar o jeito do caboclo, do homem simples do interior e, também, com o significado de pegar a cor trigueira, amorenar-se.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Acaiçarar

ACAIÇARAR - transformar em caiçara, um tipo característico de homem brasileiro decorrente do indígena. Também fazer cerca, caiçara, de caá-içá.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Acaipirar

ACAIPIRAR – tornar caipira. De caá-pira, o homem do interior.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Acapengar

ACAPENGAR - tornar capenga, manco. Do tupi capenga, com o significado de "osso torto".

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Acre

ACRE, acreano. - Por síncope de Akiry, rio verde. Estado brasileiro.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Aguapé

AGUAPÉ - O significado se aproxima de "vegetal do caminho" (aquático). Firme no fato de que a língua indígena não tem tradução exata com a nossa, nem poderia. Talvez de y, água, ua, ou "já", vegetal, e "pé", caminho. "Vegetal do caminho das águas", o que é coerente. A palavra portuguesa "água" é coincidência e mesclagem fonética.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Aimoré

Tribo indígena. Índios de grande estatura, alguns com mais de dois metros. Mesclaram-se e foram eliminados. Há alguns anos foram encontrados remanescentes na Amazônia. Comum no Brasil como nome de pessoas.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Aipim

AIPIM – Espécie de mandioca mansa. Veja mandioca. No sul, conhecida por "aipim", no nordeste por "macaxera". É cultivado à moda indígena, com a maniva, e alimento comum na mesa dos brasileiros. Para Teodoro Sampaio significa "raiz enxuta", de "a-ypi".

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Ajacá

Balaio.

Amendoim

AMENDOIM – De mindubi, manduí ou mendobi que os europeus, por sua semelhança com uma amêndoa, passaram a chamar "amendoim". É tipicamente brasileiro. Gabriel Soares de Souza disse que dos "mendobis temos que dar conta particular, porque é cousa que se não se sabe haver senão no Brasil". Disse também que "só as índias o costumam plantar". Era chamado de manobi, mandubi, manduí, etc. Curiosamente, na língua haitiana, o nome é mani. Aliás, não só biologicamente, mas culturalmente há indícios de vínculo de muitos grupos indígenas da América entre si. De ibá, fruto, tiby, enterrado, porque se forma sob a terra, nas raízes da planta.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Amoquear

AMOQUEAR, moquecar. Fazer moqueca, um prato típico, de carne com temperos cozidos em fogo lento.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Ananás

ANANÁS - À espécie brasileira de abacaxi os índios chamavam ananá e é com esse nome que é descrita na literatura. Fernão Cardim disse que "Esta erva é muito comum...é muito cheirosa, gostosa e uma das boas do mundo...Há tanta abundância desta fruta que se cevão os porcos com ela...fazem vinho os índios muito forte e gostoso...também se fazem em conserva e cruas desenjoam muito no mar...". Simão Estácio de Sá disse que o "afamado ananás tem aqui o seu lugar, porque nasce em umas ervas como a nossa babosa....é o rei das frutas". Decorreria de "a", fruta, e "naná", conexo, ou com o sentido de cheira-cheira, recendente.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Andirá

Morcego. Também o nome de uma cidade no Paraná.

Anhangá

ANHANGÁ - Para Couto de Magalhães, "Anhanga quer dizer sombra, espírito. A figura com que as tradições o representam é de um veado branco, com os olhos de fogo. Todo aquele que persegue um animal que amamenta corre o risco de ver o Anhanga e a sua vista traz febre e às vezes loucura". Também é palavra posta simplesmente como um ser maligno e, daí, nasceu outra, aplicada a um personagem da história. Veja a seguir. É o espírito do mal. Também chamam Anhan gá, Angá, Anhá. Demônio.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Anhangabaú

ANHANGABAÚ - As traduções são "água (rio) da árvore do veado", pela abundância de cuvitinga, árvore muito procurada por esse animal para seu alimento. Antes, era Anhangabay, com "i" no final, e, sabe-se lá por que, virou Anhangabaú. Disse Couto de Magalhães que Anhanga-yba-y quer dizer "água da árvore de Anhangá, cujas flores são muito procuradas pelos veados" (14-152). Também existem as traduções de "rio do Diabo", "rio das diabruras", "rio onde habitam os maus espíritos", "bebedouro das diabruras" e "rio ou água dos malefícios", estas duas últimas de Teodoro Sampaio (47), porque existe aí a palavra anhangá, ser maligno. Há, também o entendimento que significa "rio de quase nenhuma correnteza", o que parece ilógico, assim como "rio onde o homem preto, nu, toma banho". Temos que a mais coerente é "água da árvore de Anhangá, árvore cujas flores são muito procuradas pelos veados" (14-152).

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Anhanguapitã

ANHANGAPITÃ - Ou Anangapitan, o Diabo Vermelho, "o animal que, na língua guarani, reluz como fogo".

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Anhanguera

ANHANGUERA - Diabo Velho, nome dado ao Bandeirante Bartholomeu Bueno da Silva, que apreendeu e conquistou "tantos índios que, com eles, se poderia fazer uma vila". Foi ele que usou o "estratagema de lançar fogo a um vaso de aguardente em presença dos índios, assustando-os com o poder de queimar os rios e águas, de tal modo que, aterrados, prometeram mostrar lugares em que existiam..." minas de ouro. Decorre de anhanga, ser maligno, e uera, "o velho, o que já foi". Traduzido como "diabo velho", que também aparece como Angoera, ou Angüera.


Você já imaginou ameaça pior do que a de queimar as florestas e os rios? Os índios cederam e saíram a tentar mostrar ouro onde nem existia, mas o bandeirante, mesmo assim, cumpriu a ameaça. Destruiu os rios, as florestas, e continua a fazê-lo... Era mesmo coisa do diabo...

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Anhembi

ANHEMBI - Antigo nome do Rio Tietê em São Paulo (veja Tietê). Esse nome aparece grafado de muitas maneiras diferente. Uma tradução é "rio do veado", mas existe outra: "Rio das aves anhimas", sendo que "anhima" é de tradução desconhecida e, nesse caso, com um componente não-indígena, o "s" de plural.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Apamonhar-se

APAMONHAR-SE. Agir como se fosse pamonha, palerma, fazer-se um pamonha, um palerma.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Apetecar

APETECAR, ou petecar. Jogar peteca. Do tupi peteg, bater. A peteca é um jogo indígena assimilado pelos brancos desde os primeiros tempos.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Apinchar

APINCHAR - Lançar, arremessar. Embora citado por Couto de Magalhães, há dúvida quanto a origem indígena desse verbo, se considerarmos a estrutura do tupi-guarani. Apolinário Porto Alegre aceitou a origem indígena e buscou o étimo em apyi, laço corrediço, ou em eapy, atirar.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Apoiacinê

APOIACINÊ – Grupo de espíritos benfazejos entre os guaranis.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Araçá

ARAÇÁ - É fruta deliciosa, comum em quase todo o Brasil, da qual há diferentes tipos. D’Abbeville disse que "são a melhor coisa que se possa desejar". O nome significa "fruta do tempo", e é apropriado, pois o araçá dá sempre no forte do verão, acompanhando o clima, se atrasar, ou adiantar. De ara-açá, estação, tempo. Araçatiba, ou Araçatuba (topônimos comuns) significa "lugar de muito araçá". Houve quem lhe deu a estranha tradução de "frutas com olhos"...

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Aracaju

ARACAJU - Capital do Estado de Sergipe. Lugar, ou tempo, de caju. De ara, tempo, e caju, a fruta.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Araçatuba

ARAÇATUBA – Cidade. Lugar ou região de araçás, de araçá, a fruta, e tuba, lugar de. Igual a araçatiba, tiba, lugar de. Quem conhece o araçá, entenderá bem o significado do nome. Essa fruta produz exatamente no verão e acompanha as alterações do clima. O nome pode ser traduzido como "fruta do tempo". Ademais, com esse nome, os índios também significavam "época", "estação".

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Araponga

ARAPONGA - Pássaro da família dos cotingídeos. De uirá, pássaro, e pong, sonante. Embora aceito como tal, esse "pong", entretanto, não parece indígena, mas ocidental. Aliás, aparece em "ping-pong". Parece mesclagem das duas línguas, indígena e branca.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Arapongar

ARAPONGAR - Agir como araponga, o pássaro.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Arapuca

ARAPUCA – Espécie de armadilha feita como uma pequena gaiola de pauzinhos e armada de modo a cair sobre os pássaros. Talvez decorra mesmo de ara (tempo, dia) e puca, que prende, mas parece mais provável que tenha origem em uirá, pássaro, e puca.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Arara

ARARA – Nome comum às diversas aves da família dos psitacídeos. O nome "papagaio" não é indígena; veio da Europa e era de uso antigo. Um nome indígena para "papagaio" é ajuru, que se traduz como "de bico comprido, grande". A ave papagaio era comum no Brasil, tanto que Capistrano sugeriu ao país o nome de Terra dos Papagaios. Um nome indígena específico que ficou para o papagaio é o de roro (leia-se com "r" fraco, como em arara), com o significado de "verde". Por isso a expressão "dá o pé louro", mas que o correto é "dá o pé roro" (com "r" fraco), porque não tem mesmo nada a ver com "louro", nem com "loiro" e sim com verde (roro). Quanto à arara, disse Cardim que "os índios as estimam muito e de suas penas fazem suas galantarias, e empenaduras para suas espadas; faz-se muito doméstico, e manso, e falam muito bem, se os ensinam". A arara e o papagaio tinham diferentes tipos, cada um com seu nome característico. Arataca, Araraúna (arara preta), etc, e outros dessa espécie chamados pelos nomes Anapurú, Ajurucurao, Tuin, Jandaia-açú, Canindé, etc. "Ara" significa dia, luz, tempo, etc. Dizem que arara é onomatopaico porque o animal "fala" com esse som. Mas, o que ela faz é repetir o nome pelo qual é chamada.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Araranguá

ARARANGUÁ, araranguaense. - Cidade do litoral sul de Santa Catarina, de significado difícil, mas muito provavelmente signifique o barulho (mguá?), cantoria das araras. Também pode significar simplesmente o nome de um tipo de arara, a ave. Os indígenas chamam o pilão de "onguá". Será por causa do som do pilar? Teodoro Sampaio definiu como "barulho das ararás".

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Araraquara

ARARAQUARA - Cidade do Estado de São Paulo. O ninho (a toca, buraco) da arara. De arara, a ave, e quara, buraco.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Araribóia

ARARIBÓIA - Famoso cacique dos Timinimós, índios aliados dos portugueses contra os Tamoios e franceses, no Rio de Janeiro. Existe uma estátua dele à entrada da cidade de Niterói, à margem da Bahia da Guanabara, no porto das barcas. Teria o significado de "cobra grande" ou seria o nome de uma cobra cujo grunhir significava mau tempo. Foi batizado com o nome de Martim Afonso de Souza.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Aratinga

ARATINGA – Distrito do Município serrano de São Francisco de Paula, no Estado do RS. De ara, tempo, dia, e tinga, branco. Dia, ou tempo, etc., branco. Talvez queira dizer "cerração", "neblina", muito comum ali.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Ataperar

ATAPERAR - Deixar como uma tapera, a aldeia velha, a casa velha, abandonada.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Ataquarar

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Atinguijar

ATINGUIJAR. Pôr o tingüi na água (do rio, riacho, etc). O tingui é um veneno que, jogado na água, entorpece os peixes, tal como o timbó, técnica que os índios utilizavam para pescar e passaram aos brasileiros.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Atocaiar

ATOCAIAR. Fazer a tocaia, tocaiar. Ficar na tocaia, ou de tocaia. Tocaia era o nome dado ao lugar, ponto, árvore, pedra, ou tejupar (cabana provisória de folhas para esperar a caça) onde os índios se ocultavam para espreitar os passantes, ou intrusos, inimigos, etc. Tem raíz em "oca" e, depois, em "toca", a casa, o buraco.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Atucanado

ATUCANADO - Sem saber o que fazer por estar com a cabeça cheia de outras coisas. Decorre da palavra tupi, tucano, de tu-quã, ou tu-cã, de bico forte. Porque essas aves armam um rebuliço e deixam qualquer um atucanado. Veja atucanar.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Atucanar

ATUCANAR - Apoquentar, atormentar a paciência. Amolar. Irritar. Do tupi tu-cã, de bico forte. Apolinário Porto Alegre cita Azara onde entende está bem explicado o motivo do significado: "Os tucanos, contra todas as aparências, destroem um grande número de aves, porque com o seu bico grande e grosso eles se fazem respeitar e temer por todas as espécies, as atacam, as expelem de seus ninhos e, em sua presença, comem seus ovos, seus filhotes, que tiram dos buracos com o auxílio do bico, ou que fazem cair com os ninhos. As testemunhas dignas de fé afirmam que os tucanos não respeitam nem os ovos e filhotes das araras e caracarás; e que se os filhotes se acham já muito desenvolvidos, para que eles possam tirá-los do ninho, os lançam por terra, como se sua índole não os arrastasse só a devorar, mas ainda a destruir. O ninho tão sólido do forneiro, que resiste ao tempo e a outras causas de destruição, não está ao abrigo de seus ataques, pois aguardam que a argila de que se compõe tenha amolecido com a chuva para despedaçá-lo a bicadas...".

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Baitaquear

BAITAQUEAR - Agir como uma baitaca, espécie de arara.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Beiju

BEIJU - É um dos derivados da mandioca, uma espécie de bolinho feito da massa crua da mandioca e assado no forno, ou "sobre o fogo"; "...vem do tupi mbyú que quer dizer enroscado". O nome é indígena, mas, disse Gabriel Soares de Souza, que estes "beijus são muitos saborosos, sadios e de boa digestão, que é o mantimento que se usa entre gente de primor, o que foi inventado pelas mulheres portuguesas, que o gentio não usava dele". A invenção "das mulheres portuguesas" deve se restringir a algum tipo, mas o beiju aparece na literatura dos primeiros escritos sempre como produto nativo, tanto que há diversos tipos de beiju, todos com nomes indígenas: beiju-açú, "redondo, feito da mesma massa que o beiju-ticanga, e cozido no forno"; o beiju-cica, "feito de massa de macaxeira, em grumos bem finos", o de tapioca, "feito de tapioca umedecida, de maneira a cair da urupema em grumos pequeninos, e quando pronto, enrolado sobre si mesmo depois de se lhe pôr manteiga na face exterior"; o beijú-ticanga, "feito da massa da mandioca mole e seca (ticanga) ao sol", o caribé - "o beijú-açú posto de molho e reduzido a uma massa, a que se acrescenta mais água, morna, ou fria, formando uma espécie de mingau, mais ou menos ralo, conforme o gosto" - mingau que se toma de manhã com água morna, e no andar do dia com água fria; o curadá, "beijú grande e bastante espesso, feito de tapioca umedecida, de grumos maiores que o enrolado, e levando castanha crua em pequenos fragmentos".

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Bereba

Veja pereba.

Biboca

BIBOCA - Lugar ermo, um cantão no interior, afastado, de difícil acesso. O sujeito que mora numas bibocas. Na verdade nasceu dos significados "grota", "fenda", "buraco", que é o seu significado indígena, das palavras ibi (terra) e "oca", a casa indígena.

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Biroró

BIRORÓ - É outro bolinho indígena, espécie de beiju, feito da mandioca curtida, e foi comum na alimentação brasileira até pouco tempo. Relato da história de Torres, cidade turística do Rio Grande do Sul, no início do Século XX, fala da venda de beiju e biroró, e pamonha, na rua, aos veranistas.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Bobuiar

BOBUIAR - Flutuar.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

Bocó

Espécie de bolsa, sacola de couro. Teria origem em mbocog, segurar. Também com o sentido de palerma, tolo.

Contribuição: Cláudio Leal Domingos

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