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Qui

04

Set

2008


19:47

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blogs - dalton
Escrito por Dalton Sponholz   


T
rês formas de expansão. Três modelos de mercadologia. Três posicionamentos. Apple, Microsoft e Google podem ser boas representações corporativas de três perfis comuns de personalidade. Talvez se eu fosse freudiano eu pudesse dizer que elas representam respectivamente os perfis psicótico, histérico e neurótico, mas não vou chegar tão fundo. Espero.

 

 

A Apple cria. O Google quer criar. A Microsoft, quer parecer que cria. A Apple inova. O Google amplia inovações. A Microsoft copia. A Apple faz o que agrada o cliente, e é copiada. O Google faz o que o cliente precisa, e quer ser copiado. A Microsoft faz o que o cliente compra, e copia o que os outros vendem. A Apple faz coisas para pessoas usarem. O Google faz coisas para pessoas participarem. A Microsoft usa as pessoas. A Apple não liga para a concorrência, porque está sempre à frente dela. O Google não liga para a concorrência, porque constrói com ela. A Microsoft mantém a concorrência, porque sem ela não teria de quem copiar os produtos novos. A Apple quer ser a primeira, o Google quer ser o completo, a Microsoft quer ser a única.


Existem princípios universais que funcionam mecanicamente, como os princípios da Bíblia que dizem que “é melhor dar do que receber”, “é dando que se recebe”, “quem dá recebe de volta multiplicadamente”. Os marqueteiros já descobriram isso quando inventaram os brindes, promoções e descontos. E o pessoal que investe no software livre tá descobrindo também. O Google lançou nesta semana o Google Chrome, seu navegador web. E, ao contrário de quando a Microsoft distribuiu o Internet Explorer de graça em 1998 somente para desbancar o Netscape e promover um paradigma novo sem sentido algum, levando por uma estratégia de gestão monopolista 80% dos usuários de computador a utilizar um browser de qualidade duvidosa, lento, totalmente fora dos padrões web e recheado de adendos que só funcionam nele e nos programas de desenvolvimento da própria Microsoft e gerando um caos de incompatibilidade e inconsistência que até hoje causa dores-de-cabeça e perda de tempo a desenvolvedores e usuários, o Chrome foi criado com o objetivo de acompanhar a própria evolução da internet começando do zero o desenvolvimento dos mecanismos que interpretam o conteúdo da web totalmente customizados não com os objetivos da empresa mas com os costumes comuns dos usuários, num ambiente totalmente construído para ser usual e compatível, e ainda por cima com código aberto, pra que o mundo continue o desenvolvimento do brinquedo a seu bel-prazer e segundo suas necessidades. Como aquela construtora que não fez as calçadas em volta dos edifícios, mas esperou os caminhos aparecerem na grama pra colocar as calçadas onde o povo transita de verdade. E a Apple? Bom, ela lançou o Safari. Ele é bonito.

 

 

 

 

 

 

Última atualização ( Sex, 05.09.2008 00:36 )
 

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