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Linguagem Perl - Fundamentos PDF Imprimir Indique esta página
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Escrito por vovó Vicki   


Neste tutorial veremos como chamar um script Perl, regras básicas para scripts e comentários, diretivas e blocos de diretivas.

Chamadas de um script Perl

Para poder executar e testar scripts próprios, precisa-se de um interpretador Perl instalado. Para utilizar a Perl como linguagem de scripts CGI, também há a necessidade de um servidor web instalado. Em geral, os provedores de serviços que hospedam sites oferecem estes serviços.

O interpretador Perl pode ser chamado através de um script Perl, ou seja, um arquivo que contenha código Perl. Tais arquivos possuem habitualmente a terminação padrão .pl. O interpretador Perl normalmente é iniciado simplesmente com perl. Por exemplo, se existir um script Perl de nome valeu.pl, este pode ser iniciado com perl valeu.pl. Em alguns casos, há a necessidade de se indicar o caminho (path) do script, por exemplo, c:\www\bin\perl.exe c:\scripts\perl\valeu.pl (no exemplo, usando-se a sintaxe do Windows num computador local).

Existem várias opções nas chamadas do interpretador Perl. As opções seguem imediatamente após o nome do interpretador e antes do nome do script, algo como perl -c teste.pl. Pode-se também utilizar diversas opções em sequência. Para isso, utiliza-se um sinal de menos seguido de todas as opções desejadas, por exemplo perl -cwT teste.pl.

A lista a seguir contém importantes opções para a chamada do interpretador Perl:

Opção Significado
-c O script Perl não é executado, apenas há uma verificação da sua sintaxe.
-d O script Perl é executado no modo debug. Este modo permite testar o script.
-S Não há necessidade de se indicar o caminho (path) do script. Se estiver num diretório que conste da variável Path do sistema, o interpretador Perl encontra o script mesmo sem a indicação do caminho./td>
-T Enquanto é executado, o script é submetido a uma criteriosa verificação de erros.
-v Retorna a versão do interpretador.
-w Faz com que o interpretador, além de mostrar as mensagens de erro, também envie avisos sobre possíveis erros e sequências duvidosas de diretivas lógicas.

Dica: Caso você queira testar os exemplos deste tutorial, copie-os e os transfira para um editor de texto. Grave o conteúdo num arquivo, por exemplo, teste.pl. Chame o interpretador Perl atrelando este arquivo na chamada. Faça preferencialmente a chamada em nível de DOS ou Unix/Linux-Shell porque muitos dos exemplos utilizam a saída padrão.

Regras para scripts e comentários Perl

Os scripts Perl podem ser produzidos em qualquer editor ASCII. O ideal é utilizar um editor de programação que possa ser configurado para otimizar a programação em Perl.

Salve seus scripts Perl com nomes seguidos da extensão .pl.

Para compor um script Perl existe apenas uma regra fixa: a primeira linha do script precisa indicar a localização do interpretador.

Exemplo de um script Perl completo:

#!/usr/bin/perl
print "Valeu! Sou um script Perl\n";

A indicação da localização do interpretador Perl inicia-se com os sinais #!, seguidos do caminho (path). A partir daí pode-se inserir todas as diretivas na linguagem Perl que se desejar, assim como no exemplo acima as palavras "Valeu! Sou um script Perl" são enviadas para a saída padrão através do comando print.

A indicação da localização do interpretador é avaliada principalmente por sistemas Unix e Unix-compatíveis na ocasião em que o arquivo Perl é colocado no modo "executável". O arquivo, então, pode ser chamado diretamente e inicializa o interpretador. Se o ambiente de trabalho for outro que o Unix/Linux, anote assim mesmo o caminho habitual (#!/usr/bin/perl) na primeira linha. Caso o script não seja executado, substitua a linha pelo caminho correto utilizando sempre o sinal de barra (não de barra invertida) mesmo em se tratando de sistemas DOS/Windows.

A linha contendo o caminho do interpretador é também uma linha de comentário de acordo com a sintaxe Perl. Comentários são iniciados com o sinal #. Tudo que estiver entre este sinal e o final da respectiva linha é ignorado pelo interpretador Perl. Em comentários que ocupem mais de uma linha, todas elas precisam do sinal inicial #.

Diretivas na Linguagem Perl

A Perl, assim como outras linguagens de programação, é composta por uma sequência ordenada de diretivas. São comandos que o interpretador Perl processa e transforma em código de máquina.

Existem diretivas simples e complexas. Exemplos:

#!/usr/bin/perl
 
$Numero = 42;
$Quadrado = $Numero * $Numero;
print "O quadrado de ", $Numero, " = ", $Quadrado, "\n";

Uma diretiva em Perl é composta por um comando que, normalmente, é terminado com um ponto-e-vírgula.

Usa-se uma diretiva, por exemplo,

  • quando se atribui um valor a uma variável, como no exemplo acima a diretiva $Numero = 42;
  • quando se efetua uma operação que envolva variáveis, como na segunda diretiva do exemplo acima
  • quando um função Perl é chamada, como na terceira diretiva do exemplo acima

Blocos de Diretivas

Um bloco é constituído por diretivas contidas numa diretiva hierarquicamente superior. Um bloco de diretivas pode, por exemplo, estar contido numa diretiva condicional ou numa alça ( loop). Todas as diretivas contidas numa subrotina também se constituem num bloco de diretivas.

Exemplo 1:

if($Numero > 1000)
{
   $Numero = 0;
}

Exemplo 2:

while($i <= 99)
{
   print "O quadrado de ", $i, " é ", $i * $i, "\n";
   $i = $i + 1;
}

Um bloco de diretivas é iniciado através de um chave de abertura { e terminado através de uma chave de fechamento }.

Nas diretivas condicionais (como no exemplo 1) ou nos laços (como no exemplo 2), estes blocos sempre precisam estar contidos entre chaves, mesmo quando o bloco é constituído por apenas uma diretiva.

Um bloco de diretivas também pode conter outros blocos.

Notação de Nomes em Perl

Em muitos pontos de um script Perl há a necessidade de criar nomes, por exemplo nomes de variáveis:

$Dados = $ENV{'QUERY_STRING'};

Para criar nomes existem as seguintes regras:

  • não podem conter espaços
  • devem ter, no máximo, 32 caracteres
  • só podem ser constituídos por letras e números - o primeiro caracter deve ser uma letra; são permitidas letras maiúsculas e minúsculas
  • não podem conter caracteres especiais como ü, ç, ã, etc
  • apenas o sinal de sublinhado _ é permitido como caractere especial

Use nomes que possam ser identificados com facilidade e que indiquem com clareza sua função. Lembre-se de que você pode precisar revisar um script depois de alguns meses. Fica mais fácil entender uma variável denominada $NroDeAcessos do que uma identificada por $x.

Última atualização ( Qui, 20.11.2008 13:01 )
 

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