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Sex

31

Ago

2007


18:19

Corrupção no Brasil PDF Imprimir Indique esta página
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Notícias na Aldeia - Aldeia Informa
Escrito por vovó Vicki   


Índice do Artigo
Corrupção no Brasil
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No primeiro dia de Novembro de 2006 coloquei uma enquete na Aldeia Numaboa para saber o que o pessoal pensava a respeito da corrupção no Brasil. Depois de alguns meses, achei que estava na hora de trocar de assunto, mas...

Cabeça dura como sou, resolvi deixar a dita enquete no ar na esperança de que alguma coisa acontecesse. Quase um ano mais tarde, a persistência parece ter sido a escolha certa. Depois de mais de 500 votos depositados na "urna da Aldeia", mostrando que a opinião da grande maioria é de que a corrupção deve ser denunciada e severamente punida, finalmente o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a denúncia do "mensalão" e deu um novo ânimo para quem não aguenta mais tanta maracutaia.

Neste episódio duas figuras merecem ser destacadas. Em primeiro lugar, o procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, que teve a coragem e hombridade de denunciar 40 pessoas, entre elas vários figurões do governo; em segundo lugar, mas não em segundo plano, a presidente do STF Ellen Gracie, que acatou a denúncia e organizou de forma exemplar um julgamento que, sem dúvida nenhuma, ficará para a história.

O STF iniciou nesta quarta-feira, 22 de agosto de 2007, o julgamento do pedido de abertura do processo contra os 40 acusados no escândalo do mensalão. A decisão terá peso no futuro político dos ex-ministros José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação) e Anderson Adauto (Transportes), dos deputados petistas José Genoino (SP) e João Paulo Cunha (SP) e dos ex-dirigentes do PT Delúbio Soares (ex-tesoureiro) e Sílvio Pereira (ex-secretário-geral do partido). Mas quem são os 40 mensaleiros que, não por acaso, lembram a história de Ali Babá? Veja a seguir e tente se lembrar quando for votar da próxima vez:

  • José Dirceu: Ex-ministro chefe da Casa Civil, teve o mandato de deputado federal cassado. Acusado de ser o chefe da quadrilha. Possui um escritório de advocacia, dá palestras e consultorias a empresas e pretende voltar à política. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de reclusão) e formação de quadrilha (pena de 1 a 3 anos).
  • José Genoíno: Ex-presidente nacional do PT, acusado de participar do núcleo principal da quadrilha. Foi eleito deputado federal pelo PT-SP nas últimas eleições. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de reclusão) e formação de quadrilha (pena de 1 a 3 anos).
  • Delúbio Soares: Ex-tesoureiro do PT, acusado de ser responsável pelo esquema irregular de financiamento de campanha. Foi expulso do partido e afastou-se da política depois do escândalo. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de reclusão) e formação de quadrilha (pena de 1 a 3 anos).
  • Silvio Pereira: Ex-secretário-geral do PT, acusado de ser integrante do núcleo principal da quadrilha. Foi acusado de coordenar a distribuição de cargos públicos no governo Lula e de receber um carro de luxo de presente de uma petrolífera. Renunciou ao cargo de secretário-geral do partido e pediu desfiliação. Denúncias aceitas pelo STF: formação de quadrilha (pena de 1 a 3 anos).
  • Marcos Valério: Foi acusado de ser o operador do mensalão e do caixa 2 do PT. Afastou-se da sociedade das agências de publicidade SMPB e DNA, que fecharam logo após as denúncias. Está de visual novo, com implante de cabelo! Denúncias aceitas pelo STF: corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de reclusão), lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos), formação de quadrilha (pena de 1 a 3 anos), evasão de divisas (pena de 2 a 6 anos) e peculato (pena de 2 a 12 anos). Não há implante que aguente
  • Ramon Hollerbach: Sócio de Marcos Valério, acusado de utilizar as empresas e contratos de publicidade de empresas privadas para repasse de dinheiro. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de reclusão), lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos), formação de quadrilha (pena de 1 a 3 anos), evasão de divisas (pena de 2 a 6 anos) e peculato (pena de 2 a 12 anos).
  • Cristiano de Mello Paz: Sócio de Marcos Valério, acusado de utilizar as empresas e contratos de publicidade de empresas privadas para repasse de dinheiro. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de reclusão), lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos), formação de quadrilha (pena de 1 a 3 anos), evasão de divisas (pena de 2 a 6 anos) e peculato (pena de 2 a 12 anos).
  • Simone Vasconscelos: Diretora financeira da SMPB, agência de publicidade que Marcos Valério é sócio. Foi acusada de ser a principal operadora do esquema dirigido por Marcos Valério. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de reclusão), lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos) e evasão de divisas (pena de 2 a 6 anos).
  • Geiza dos Santos: Ao lado de Simone Vasconscelos, era responsável pela parte financeira da SMPB. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de reclusão), lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos) e evasão de divisas (pena de 2 a 6 anos).
  • Kátia Rabello: Continua na presidência do Banco Rural, de onde teriam vindo os recursos do mensalão. É acusada de emprestar dinheiro sem garantias a Marcos Valério. Denúncias aceitas pelo STF: lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos), evasão de divisas (pena de 2 a 6 anos) e gestão fraudulenta (pena de 2 a 6 anos).
  • José Salgado: Continua na vice-presidência do Banco Rural, de onde teriam vindo os recursos do mensalão. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de reclusão), formação de quadrilha (pena de 1 a 3 anos), lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos), evasão de divisas (pena de 2 a 6 anos) e gestão fraudulenta (pena de 2 a 6 anos).
  • Vinícius Samarane: Diretor estatutário do Banco Rural, de onde teriam vindo os recursos do mensalão. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de reclusão), formação de quadrilha (pena de 1 a 3 anos), lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos), evasão de divisas (pena de 2 a 6 anos) e gestão fraudulenta (pena de 2 a 6 anos).
  • Ayanna Tenório: Vice-presidente do Banco Rural, de onde teriam vindo os recursos do mensalão. Deixou o cargo e hoje atua como consultora. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de reclusão), formação de quadrilha (pena de 1 a 3 anos), lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos) e gestão fraudulenta (pena de 2 a 6 anos).
  • João Paulo Cunha: Acusado de envolvimento no mensalão, foi absolvido pelo plenário da Câmara. É deputado federal pelo PT-SP e ex-presidente da Câmara. Reelegeu-se deputado federal pelo PT-SP e campeão de votos entre os acusados: mais de 177.000. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção passiva (pena de 2 a 12 anos de reclusão), lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos) e peculato (pena de 2 a 12 anos).
  • Henrique Pizzolato: Ex-diretor de marketing do Banco do Brasil acusado de desvio de recursos. Conseguiu se aposentar pelo BB em 2005. Denúncias aceitas pelo STF: corrupção passiva (pena de 2 a 12 anos de reclusão), lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos) e peculato (pena de 2 a 12 anos).

Demais pra cabeça? Acontece que tem mais mensaleiros. Veja na próxima página.



Última atualização ( Ter, 25.03.2008 21:02 )
 

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